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quinta-feira, 15 de julho de 2010

domingo, 27 de junho de 2010

"Ser feliz ou ter razão?"

Oito da noite, numa avenida movimentada.
O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos.
O endereço é novo e ela consultou no mapa antes de sair.
Ele conduz o carro.
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda.
Ele tem certeza de que é à direita.
Discutem. percebendo que além de atrasados, poderiam ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado.
Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados.
Mas ele ainda quer saber:
- Se tinha tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devia ter insistido um pouco mais...
E ela diz:
- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz.
Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!

Moral da história:

Esse fato foi contado por uma empresária, durante uma palestra sobre simplicidade no trabalho.
Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente, de tê-la ou não.
Diante disso me pergunto:
'Quero ser feliz ou ter razão?'
E lembrei de um outro pensamento parecido, diz o seguinte:
“Nunca se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam." Mais Você

segunda-feira, 14 de junho de 2010



O sujeito apaixonado é atravessado pela ideia de que está ou vai ficar louco.



Roland Barthes
 
 

terça-feira, 1 de junho de 2010

quarta-feira, 26 de maio de 2010

terça-feira, 18 de maio de 2010

Duas Bolas Por Favor _ Danuza Leão

Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa,contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido.
Uma só.
Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa.
Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.

O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').

Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta./

Tem vontade de ficar em casa vendo um dvd, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar./

E por aí vai.

Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação...
Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão...

Às vezes dá vontade de fazer tudo “errado”.
Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.

Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.

Um dia a gente cria juízo.
Um dia...
Não tem que ser agora.

Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate...
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago.

domingo, 9 de maio de 2010

Tem bicho mais estranho do que mãe?


Mãe é alma contraditória.

É alegria no choro.

É carinho na raiva.

É o sim no não.



Só mãe mesmo pra ser o oposto...

E depois o contrário de novo.



Vai ver que é porque filho não vem com manual de instrução. e pra conduzir as crias no mundo, ela usa só de intuição, pra tentar fazer tudo direito.



Mas como pode ser assim, tão incoerente?



Ela diz:

Filho, você não come nada...

E logo se contradiz:

Para de comer, que eu tô botando o jantar!



E aí ela lamenta:

Ai, que eu não vejo a hora desse menino crescer!

Mas logo se arrepende:

Deixa que eu faço, você ainda é uma criança...



E quando ela manda:

Tira essa roupa quente, menina!

E logo em seguida:

Veste o casaco, quer pegar um resfriado?



Esse menino dorme demais...

Esse menino não descansa...



Essa menina vive na rua!...

Filha, sai um pouquinho, vai pegar um sol...



Pois é, gente, que pessoa é essa que jura que nunca mais...

E no momento seguinte promete que vai ser pra sempre?



Essa pessoa é assim mesmo:

Igual e diferente de tudo o que a gente já viu.

É a fortaleza que aguenta o tranco, só pra não ver o filho chorar.

É o sorriso de orgulho escondido, só pra não se revelar.



Mãe dá uma canseira na gente.

E às vezes tira do sério...



Até que um dia a gente se depara com uma ausência insuportável:

É a mãe que vai embora, deixando um vazio enorme, escuro, silencioso.

E aí descobre que, mesmo errando, ela sabia de tudo, desde o início.

E fez de tudo pra acertar.

Porque criar filho não tem regra - é doação e amor simplesmente.



Então, se você tiver privilégio de abraçar sua mãe nesse segundo domingo de maio, agradeça, porque o presente é seu. E esteja certo:

Mesmo sem manual de instrução, ela continua aí, atrapalhada, contraditória...

Mas com o olhar atento, querendo entender como você funciona.

E fazendo de tudo pra você não falhar.



Feliz dia das mães!